sábado, 30 de abril de 2011

Eles estão entre nós!

Se você pensa que eles aparecem apenas no folhetim da telinha, na telona e nas páginas policiais, errado!

Estou falando dos Psicopatas.
Depois que li "Mentes perigosas - O psicopata mora ao lado - de Ana Beatriz Barbosa", fiquei sabendo que a porcentagem deles é de 3 a 4% da população. Eles estão por toda parte: em todas as camadas sociais, categorias profissionais e estruturas religiosas.

Portadores de um distúrbio no Sistema Límbico, o cérebro emocional, que os impossibilita de se perturbarem com uma cena de violência ou agressividade, na presença deles, o desastre social é iminente.

Manipuladores, sedutores, inteligentes, sem escrúpulos e determinados, conseguem galgar os mais altos escalões nas empresas. A frieza, a intolerância a frustrações, a ausência de culpa ou arrependimento também são características importantes.

Num interrogatório, sua performance engana o detector de mentiras.

Existem graus diferentes de psicopatia, nem todos se tornam assassinos.
A maioria namora, casa, tem filhos, leva uma vida aparentemente normal.
Mas o abalo emocional em quem faz parte de seu circuito de convivência é sempre evidente.

A leitura do livro ajuda a identificar algumas características que brilham como farol na escuridão. Neles, o que chamamos de mau-caratismo é apenas um traço, a ponta do iceberg dentro de uma perigosíssima estrutura de personalidade.

O Psicopata não escolheu ser psicopata. Ele é fruto da interação de seu
córtex cerebral, sua estrutura emocional e sua "des-integração" social. Mas isso não o torna menos nocivo a nós outros.

Até que eles sejam pegos nas investigações ou em flagrante delito,
nada pode ser feito para nos proteger.
Então, vigiemos, os Psicopatas estão entre nós.

Desafio sempre presente

Educar nunca foi fácil.

Não é só palmada que machuca. Intransigência deixa marcas profundas na alma.

Dez anos depois ela relata, com uma forçada imparcialidade:
- "Com quinze anos eu saí com minha turma e voltei 43 minutos depois do horário combinado com minha mãe. Ela disse que o castigo seria ficar sem sair de casa, um final de semana para cada minuto de atraso. A partir daí, eu perdi todas as festas de debutantes das minhas amigas."

Aos olhos do mundo ela tem tudo para "dar certo na vida".
Muito simpática, excelente aparência física, uma formação acadêmica admirável.

Aquele não foi um fato isolado em sua rígida educação.
Somos seres muito complexos e cada indivíduo é realmente um universo em si mesmo. A mãe queria apenas disciplinar, mas errou a dose.
O remédio matou o paciente.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Vendedor de bananas

Uma mãe relata angustiada que a repetência escolar do filho foi anunciada na 1ª reunião de fevereiro, porque o menino, do alto de seus 6 anos de vida, ainda não está alfabetizado.
Além da salgada mensalidade, ela contratou aula particular e fonoaudióloga. Falta a psicopedagoga e as sessões de psicoterapia, essas, certamente para ela.

O profissional de hoje tem que chegar cedo lá no topo, dizem os especialistas. Mas, que topo? Um recente concurso para garis do Rio de Janeiro recebeu inscrição de engenheiros, dentistas e outros profissionais de prestígio acadêmico, incluindo um portador de mestrado.

Moro em um bairro histórico onde residiram os construtores da cidade. Ouço cantos de galos e bem-ti-vis. Um oásis no deserto da Capital.
Num bairro antigo prevalecem idosos, com hábitos igualmente antigos.
Eles buscam o pão quentinho arrastando chinelas com meias de lã. Os legumes e folhas vêm da cesta do verdureiro. E as frutas, eles compram ali mesmo, na porta da padaria, de frente à casa lotérica onde pagam as contas do mês.

O vendedor de bananas tem um colorido carrinho de frutas: laranjas, caquis, cajus, ameixas, goiabas, peras, maçãs, cachos de uvas verdes e roxas, uma lata de jabuticaba temporã e bananas, sempre há bananas.
Enquanto aguardava a minha vez de escolher, fiquei observando as vendas durante uns 10 minutos. Os idosos, e outros nem tanto, pagavam-lhe R$10,00 - R$12,00 - R$15,00 - R$18,00 pela feirinha. Bem calculado, ele faturou nesse período o que muito brasileiro não recebe em um dia.

Não reparei nos calçados, mas sua calça jeans e a camisa rota não incomodam ninguém. Ele não tem patrão, nem horário rígido. Está sempre lá, de segunda à sexta e nas manhãs de sábado. É um homem bem humorado. Sua preocupação é posicionar as frutas entre a esquina e o meio do quarteirão.

Essa não é a única categoria profissional em relação informal bem sucedida.

Fiz as contas do faturamento mensal do pipoqueiro da igreja, ao lado da escola. Não deve ser menos de R$10.000,00. Diariamente são cerca de 6.000 potenciais compradores. A despesa extra é com o substituto, quando está passeando com a esposa, em viagens internacionais.

Trabalho ao lado de um pequeno Salão de Beleza. Estou nesse prédio há dois anos. Entre 150 pessoas, há muitas mulheres em horário variado. Para atender à demanda das novas vizinhas a manicure está agendando também às segundas-feiras, mas é difícil conseguir vaga. Ela gasta uma hora para cuidar de pé e mão. Vinte e dois dias de 8 horas/R$20,00 cada=R$3.520,00. Não é tão pouco assim.

Se tem uma coisa que gosto é de estudar, mas acho terrível submeter uma criança a regras tão inflexíveis, tendo como meta uma boa colocação profissional num desconhecido futuro mercado de trabalho. No mais, creio que podemos sorrir mesmo sem as parciais e intermediárias do duplex, o leasing do hidramático perolado e os vouches para o Reveillon em Paris.

E para dissipar o último preconceito, reza a lenda, que o pai do arquibiliardário armador grego Aristóteles Onassis começou a amealhar dinheiro vendendo bananas em um cesto de vime.


A partir de um certo ponto, o dinheiro deixa de ser o objetivo.
O interessante é o jogo.
(Aristóteles Onassis)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Espírito de Intimidação

Conheço pessoas cuja simples aparição constrange os presentes no ambiente;
constrangimento esse oriundo de uma prévia intimidação.

Uma das características do intimidador é fazer os outros de subalternos, de subalternos para capachos e de capachos para descarte.

Presentes desde as grandes corporações às pequenas empresas, eles demonstram ser empregados competentes, mas a sua aparente eficiência camufla um funcionário vulgar, dentro de uma personalidade que se torna incomum pela produção de escória emocional.

Nas famílias, são filhos tiranos, capazes de transformar ameaças em agressão física.
Nos casamentos formam relacionamentos ácidos, cujas fronteiras podem se estender às delegacias de polícia.
Entre amigos são dominadores e exclusivistas.
Como pais, produzem flagelos na alma.
O intimidador é um complexado sem talento.

Ele não suporta a essência humana que é a falta em si mesma, inclusive a do lugar social, cujas peças podem ser facilmente substituídas.

Quero ressaltar que intimidação é uma das facetas do “Espírito de Jezabel”, a mesma casta de demônios que agiu através da satânica esposa do rei Acabe.

Nossa luta não é contra pessoas de carne e sangue, e sim contra essas potestades de demônios.

Um legítimo filho de Deus não pode se deixar constranger por endemoniados.
Satanás não pode se levantar para cair, ele tem que permanecer no lugar dele: debaixo de nossos pés.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dormindo ou Acordados

Se Jesus não voltar nos próximos 100 anos, mesmo com as promessas da Ciência da Juventude, é certo que todos os que lemos esse texto teremos passado pelo Vale da Sombra da Morte.

Muitos de nossos queridos já estão mergulhados nessa vivência que talvez seja a maior incógnita da Humanidade e que por isso desperte tantas doutrinas.

Mesmo para nós, os que temos a verdade alicerçada na Palavra, restam dúvidas primárias com relação ao assunto.

Sempre que alguém está vivendo o sofrimento pela Morte de um ente querido, os irmãos na Fé, inclusive sacerdotes de incontestável conhecimento doutrinário, se expressam afirmando que agora o morto está na Glória, junto com os anjos, louvando o Senhor.

Não tenho o privilégio de ler os textos bíblicos nos originais hebraico, aramaico e grego. Nas versões que estudo, os versos decididamente não me dão certeza do estado de consciência dos mortos.

“Os que morrem na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o vêem tal como ele é” (1Jo 3,2).

"Tudo que tua mão encontra para fazer faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria” (Ecle 9,10)

“Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada” (Ecle 9,5).

Sabemos da Ressurreição no Grande Dia do Senhor.


Enquanto isso não acontece, os mortos estão dormindo ou acordados?

terça-feira, 26 de abril de 2011

RETALIAÇÃO



Retaliação é o jargão religioso para designar o contra-ataque de Satanás pela intercessão em favor de alguém.

Os versos 13 a 17 do cap. 6 da Carta de Paulo aos Efésios são uma descrição da proteção espiritual que Deus nos concede na luta contra o Inimigo:

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;   (Ef 6,13-17)

Os componentes da Armadura Espiritual que Deus nos deu para nossa proteção são então:
O Capacete da Salvação →  aceitação da redenção em Cristo.
O Cinturão da Verdade →  presente em todos os que são avessos à mentira.
A Couraça da Justiça →  que cobre aqueles que não têm pacto com a injustiça.
O Escudo da Fé → sem a qual é impossível agradar a Deus.
A Espada do Espírito → a Palavra de Deus em nossa boca.
O Evangelho da Paz  → a bandeira de todos os que não semeiam contendas.

É bem verdade que a Bíblia informa que o diabo ruge como leão, procurando alguém para devorar, mas igualmente, que Deus é o nosso Socorro bem presente, Fortaleza, Torre Forte.

Quando alguém menciona que está sendo vítima da Retaliação do Inimigo, geralmente ensoberbecendo sua abnegação em favor de outrem, eu me pergunto: - onde está a brecha na Armadura desse irmão?

sábado, 23 de abril de 2011

Meu esforço é teclar

Desde que ouvi que Deus usa as pessoas para ajudar a outras pessoas me interessei pelo assunto.
-"Deus, eu também quero ser usada por você! Me usa, Deus!"

Eu queria saber como é que Ele fazia.
Não tinha idéia do que isso representava ou a que esse pedido aparentemente ingênuo me conduziria e principalmente, a que nivel de obediência eu teria que me adequar.

Lembro-me de uma tarde em que voltava a pé para casa, depois de mais um dia de trabalho. Havia passado em uma livraria e passeava distraída pela calçada da avenida principal da cidade, os pensamentos longe do burburinho e do trânsito das 18:00. Estávamos em horário de verão.

Eu me preparava para atravessar a avenida quando o Espírito Santo me conduziu ao outro lado, diametralmente oposto ao do meu percurso.
De longe avistei uma mendiga com um bebê no colo.
-"Vá lá, conversar com ela!", disse-me o Espírito Santo.

Diferente do que fazia com os outros passantes, ela não me pediu dinheiro.
Ficou olhando para mim, como se esperasse algo além das moedas e das notas de dois reais que automaticamente colocavam nas mãos delas.
Puxei assunto. - "Essa criança é sua?"

Fiquei cerca de 01:40 minutos sentada no chão, como ela.
Alguém reclamou que eu estava atrapalhando a passagem, bem ali, na curva da avenida.
Conheci o atual marido dela e o filho adolescente, ele vivenciando "o barato" da droga recém administrada. Conversamos os quatro.
Soube que eram evangélicos, todos desviados.
O homem me mostrou as marcas dos tiros que recebeu em um acerto de contas com o tráfico; o adolescente me falou das vozes que o obrigavam a ingerir entorpecentes e a mulher, ela, o motivo: 36 anos, abandonada pelo 1º marido, 5 filhos, desencantada com a vida, ameaçada de despejo pelo dono do barraco, sem esperanças em mais nada, estava ali, naquele final de tarde, com aquele bebê nos braços, planejando o suicídio para mais à noite.

Ela me agradeceu a conversa. Disse-me textualmente que foi Deus quem me enviara até ela.
Tempos depois eu a vi, em outro ponto do bairro, carregava a criança nos braços.
Não sei se seguiu meus conselhos. Parece que ainda não.
Mas eu sei que o Senhor tem propósitos e não descansa até conduzir a última ovelha ao aprisco.
Aqui no blog, meu único esforço é teclar.